sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A importância do perdão na família


O perdão sempre foi difícil de ser praticado por que também é difícil de ser enten­dido. Algumas pessoas pensam que só Deus precisa perdoar. Outras pessoas pensam que se perdoar não fará justiça. Há ainda aqueles que pensam que perdoar é esquecer. E ainda há aqueles que pensam que perdoar é fazer um favor para alguém que não merece. E por fim há aqueles que pensam que o ofensor não merece o seu perdão porque a ofensa foi muito grave. Mas precisamos atentar para duas coisas importantes sobre o perdão:
Primeiro, perdoar não é fazer favor para alguém, é fazer um favor para si mesmo. Perdoar não é promover a injustiça, mas, praticar o maior ato de justiça.
Segundo, ninguém nunca nos ofendeu como nós ofendemos a Deus, e Ele nos per­doa sempre que pedimos seu perdão com sinceridade. Portanto, perdoar não é fazer um favor, é nossa obrigação. Todos nós precisamos perdoar porque todos nós precisamos de perdão.
O perdão é uma matéria que precisamos aprender e praticar. Perdoar não é esquecer, porque esquecer não depende de uma simples decisão humana. Mas, quando iniciamos o processo do perdão separamos a ofensa do ofensor. É como se tivéssemos num mesmo quadro de giz a presença da ofensa e do ofensor, e quando iniciamos o processo do perdão vamos distanciando a ofensa do ofensor. Outra coisa não muito simples de dizer é que para Deus o perdão é um ponto de Salvação. Podemos entender isso lendo a oração do Pai Nosso (Mateus 6: 12). O “Não Perdão” é um segundo pecado imperdoável.
Por uma razão óbvia, se não perdoarmos o nosso próximo não seremos perdoados por Deus e sem o perdão de Deus estamos perdidos.

O QUE NÃO É O PERDÃO?
O perdão não é uma desculpa para continuarmos no erro. Não é um salvo conduto que nos garante imunidade contra o pecado ou a ofensa. O perdão não nos dá o direito de guardar ressentimento. Sobre ressentimento lembro-me de uma frase que diz: “Ressentimento é um vene­no que alguém toma esperando que outra morra”.
Precisamos reconhecer que existem várias doenças psicossomáticas e que guardar ressentimentos é um fator de risco. O perdão não é um via de mão única. Na condição de ofendido as vezes ficamos muitos anos esperando o pedido de per­dão do ofensor. Julgamos que aquele que nos ofendeu tem a obrigação de nos pedir perdão. Na prática não deve ser assim, o ofendido também deve tomar a iniciativa da recon­ciliação. Jesus nos deu esse exemplo na cruz (Lucas 23: 34).
Perdoar não é fácil. Todo ato de perdão exige humildade, renuncia e fé. A cruz é o monumento do perdão quanto mais longe da cruz mais difícil é perdoar. Mas, se existe um momento em que mais nos parecemos com Deus esse momento é quando perdoamos alguém que nos ofendeu. A ofensa nos afasta das pessoas o perdão nos reaproxima. Algumas pessoas confundem reaproximação com reconciliação. Reconciliação é trazer o ofensor de volta a antiga convivência. Nem sempre isso é possível. Primeiro, porque isso não depende só de você – segun­do, por que as vezes isso não é conveniente.

CONCLUSÃO
O melhor que precisamos aprender sobre o perdão é que não devemos magoar ou ofender ninguém. Mas, se isso acontecer, devemos nos empenhar para expressar nosso arrependi­mento. Ouvi alguém dizer certa vez essa pequena frase: “Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz”. Não quero contestá-la, mas creio que perdoar é também devolver a si mesmo o direito de ser feliz. Como cristãos devemos desenvolver uma atitude perdoadora. Muitas vezes é difícil exercer o perdão na própria família, pois a convivência diária tende muitas vezes a nos tornar acomodados com as situações e com isso vamos acumulando mágoas que podem por fim a uma família.É principalmente  na família onde devemos nos empenhar com maior zelo para exercitar nossa capacidade de perdoar.
Se você foi ofendido tome a decisão mais coerente que existe, perdoe.Eu nem posso imaginar quem é o seu ofensor, nem qual foi à sua ofensa. Seu ofensor pode ser alguém de sua própria família ou alguém de fora. Você pode ter sido vítima de uma ofensa simples ou de grande ofensa. Mas, creia, isso não é o mais importante agora, o que realmente importa agora é a sua paz, é a sua qualidade de vida e a sua relação com Deus. Inicie o processo do perdão agora dizendo a Deus em oração: Senhor eu estou dis­posto a perdoar fulano. Confie no Espírito Santo, Ele vai te ajudar a dar os passos seguintes para confirmar essa decisão. Não se deixe envenenar pelo absinto do rancor. Abra seu coração, perdoe e seja feliz. 
Deus te abençoe
Romilda Souza  ( baseado no sermão do Pr Jair Góes)